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MV Bill condena funks pornográficos e defende: “essas músicas incitam” crimes e violência

por Jovem Pan, . - Atualizado em

MV Bill participa do Pânico; veja fotos

MV Bill defendeu o

Fonte: Johnny Drum/ Jovem Pan

MV Bill defendeu o "rap da porrada", que consegue fazer denúncias sociais e raciais

MV Bill no Pânico

Fonte: Johnny Drum/ Jovem Pan

MV Bill no Pânico

MV Bill no Pânico

Fonte: Johnny Drum/ Jovem Pan

MV Bill no Pânico

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Fonte: Johnny Drum/ Jovem Pan

MV Bill no Pânico

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Fonte: Johnny Drum/ Jovem Pan

MV Bill no Pânico

MV Bill defendeu o "rap da porrada", que consegue fazer denúncias sociais e raciais
MV Bill no Pânico
MV Bill no Pânico
MV Bill no Pânico
MV Bill no Pânico

Um dos maiores nomes do rap no Brasil, MV Bill esteve no Pânico na Rádio nesta quinta-feira (13). No programa, ele defendeu o rap de raiz, com suas denúncias sociais, e condenou os funks pornográficos que acabam por incitar certos tipos de crimes e violências.

“Já fui muito defensor do funk, mas era outro tipo de funk. Hoje ele mudou e começou a falar de coisas pornográficas”, falou. “A música é só baixaria, muito retrógrada e um desserviço prestado principalmente quando fala de ‘novinhas’ se referindo a crianças de 13 e 14 anos; isso é pedofilia”, defendeu.

Para o rapper, os funks de hoje, que são cantados até por crianças, podem incitar ao crime. “Os funks mais esdrúxulos são os que tocam nas favelas onde as pessoas têm menos instrução e incita [esses comportamentos]”, afirmou. “O funk contribui para a gravidez precoce”, exemplificou.

Questionado se deveria haver alguma censura nas letras de funk, MV Bill negou: “é questão de bom censo e não de censura”.

Ao defender o “rap da porrada” nos dias de hoje, com suas denúncias sociais e raciais, o rapper disse acreditar que é o rap que conseguirá unir as pessoas no atual momento de caos político.

“As músicas de maior sucesso são as com refrãos e letras mais rasas. Com o crescimento econômico do Brasil em certo momento, as pessoas de baixa renda que conseguiram um pouco mais de renda e se esqueceram dos primórdios”, afirmou. “Mas hoje, com o Brasil divido pedindo democracia, o rap que fala a realidade volta de forma automática. O rap vai ser ainda mais consultado e pode até unir as pessoas que estão divididas”, defendeu.

E em tempos tão caóticos, MV Bill valorizou a importância também de músicas mais leves e até românticas, como as mais recentes de Mano Brown. “Não é protesto o tempo inteiro, a gente precisa do entretenimento e do romance”, falou.

Malhação

Em 2010, MV Bill surpreendeu muita gente ao entrar para o elenco de “Malhação”, na TV Globo. Agora, sete anos depois, ele vê a experiência como positiva para quebrar estereótipos.

“Fui um dos caras a quebrar ‘o que pode e o que não pode’. Foi demais pra mim quebrar a televisão e abrir caminhos para que novas gerações viessem sem rótulos e para fazerem o que quiserem”, afirmou.

Para o rapper, a forma como abordaram assuntos necessários de serem debatidos foi mais um mérito da novela. “É um programa cercado de futilidade e abordamos o alcoolismo, drogas, gravidez precoce. Eu mesmo era um professor que vinha da favela, não tinha precisa do sistema de cotas, mas era a favor”, lembrou.


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